O tempo passa como um sopro de vento fresco, daqueles que bagunçam o cabelo com o charme plástico do cinema.
Em tom brincalhão e dulcíssimo, o tempo é mel, dourado e quente e puro; como uma nobreza de direito divino entre a multidão, a peça una deste conjunto alucinante de corações humanos, beleza e sinfonia.
Ele é uma mulher, e me rouba o fôlego e a fala e as palavras bem amadas.
Se tão encantadora, tão mortal a minha musa!
Que a mim sobre meus joelhos tinha em anestesia contemplativa
ventou e deixou sozinha a sua poetisa.
Lenta ensinou-me tamanhas amarguras
mas não tão tarde desperto, e procuro!
E já não quero essa canção solo e azul, azul e imensa como o céu...
Terça-feira, 7 de Agosto de 2007
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