Uma fada é tão real quanto eu ou você
Caso não a veja com seus olhos de carne
é porque pensa com a carne
Caso não a sinta com o coração
é porque ama com um músculo
Cala e ouve os sinos amor Eles tocam só para nós
Nós que dançamos favos brindamos luares e sorrimos margaridas
Fazemos das chuvas banhos gelados e dos Zéfiros toalhas macias
Somos de pele ébano e lírio
Somos a mistura total do tudo e do nada
O Hoje destilado dourado e quente
O silêncio gritante nos olhos de guerra
Somos a paz derradeira
Se sorrimos e você se pergunta a razão
Cala amor
Sorri ama e sente
que fadas são estrelas nos olhos de quem as vê
Brilha
Nem que sangre chore rasgue
isso é nada
lava
E esquece do fim
palavra corrente
Lembra do recomeço
palavra liberdade
(esquece os pontos e vírgulas joga aqui teu fogo e ritmo que temos sede)
Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007
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