Ele entrou sem pedir licença.
E essa frase aqui, ecoando na minha cabeça, segundos a fio. Anos-luz.
Não sei, meu bem, quanto tempo faz.
Parece que é desde sempre, agora.
Só agora.
E é lindo, agora é infinito, enquanto o verbo for presente, e os sonhos de amanhã forem doces.
E é lindo, todo o passado que se constrói com esse agora.
Hoje, meu bem, por algum motivo estranho, esqueci uma porta ou janela aberta, e você entrou, sem pedir licença.
Agora você, diz que volta, vai...
Que agora eu te espero pra esses hojes, não sei, meu bem, quanto tempo faz...
Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007
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