Destilando palavras
tecendo mentiras
aqui pra você não há casa
castelo de ilusões
não imagine que pisa meu jardim
dos desejos de mulher
não conhece desses segredos metade
Poupe suas conversas
esse fogo já não queima
mãos que beijos tampouco sentem
Cala
no porão não há nada
só seus próprios fantasmas
você é apenas sombra do que foi
melancolia de danças antigas
paixões ardidas no passado
É noite
poupe esses seus beijos!
despenteie assim seu cabelo
e saia do meu lençol
minha boca é pior que a sua
tão manchada de batom
Desatando sonhos
arranhando memórias
arranca essa camisa
vem, e vai embora
aqui não fica
as vagas estão vagas
eis sua maré de azar, amor
Amor?
Dançando nas cinzas
e reinventando as seqüências
esvazia seus bolsos
tão lotado de só corações partidos
põe suas roupas e vai embora
que eu já não quero
sua vida numerada
esse romance numerado
caiu já tão abaixo de zero
o cego é você
e eu estou tão cansada,
tão cansada.
Terça-feira, 22 de Maio de 2007
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