Um pouco de sacanagem, por favor.
Por favor nada, eu quero e é pra agora.
Dá-me também um pouco dessa futilidade que é ser sexy.
Quero o doce fingimento que é ignorar um coração!
Quero brincar de ser homem, pensar com o sexo. Pegar de jeito, usar e jogar fora.
Quero as ilusões, e usar todas as palavras e tecê-las em mentiras pra te encarcerar dentro de mim.
Quero as inconseqüências das brincadeiras do fingir orgasmos, atenção, fidelidade.
Atingir os orgulhos, arrancar lágrimas. Manter viva a prisão, ouvir as súplicas de quem implora pra sair. E, nas vésperas do adeus, bu! brincar que era brincadeira; que sem ele eu não vivo, que dessa vez é diferente.
Tudo, por um pouco de sacanagem.
Porque cansei de ser brincada, como é brincadeira meu cansaço!
Nunca desisti realmente da teimosia, e procuro, espero, procuro, espero, sem nenhuma garantia que não seja uma crença cega de que existe o amor. Existe, existe!
Achar que se tem de tudo um pouco, quando na verdade não se tem tudo de um pouco de nada; ou simplesmente: estar redondamente enganada!
Perdida, atordoada, rodeada por histórias e memórias e fracassos, delirando suspiros na nuca e olhares sutis, o beijo apaixonado no silêncio e mais nada?
Ah!, minha verdade futurista...
Vem aqui, fecha a porta, vem me entender.
Sábado, 14 de Julho de 2007
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