sexta-feira, maio 16

Rascunho

Essa tela em branco, as letras todas aqui, esperando um golpe que as faça existir.

Pá! Eu brinco de Deus, e não sou profana.

Minha música e ar, são meus e de ninguém mais.

Pode arrancar minha roupa, arranhar meu orgulho, tentar tomar desse sangue

Toma!

Agora eu fundi meus metais

Pensamentos de aço,
coração inoxidável.

Esconde-esconde

Agora eu brinco de ser invisível.

Pá! No meu pique ninguém mais me pega.

E se sobrevivo disfarçada de sombra é só pra proteger o que em mim há de luz

eis que longe disso, eu vivo!

Vem tragar as minhas palavras, que te faço existir...



Terça-feira, 5 de Junho de 2007

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