Essa tela em branco, as letras todas aqui, esperando um golpe que as faça existir.
Pá! Eu brinco de Deus, e não sou profana.
Minha música e ar, são meus e de ninguém mais.
Pode arrancar minha roupa, arranhar meu orgulho, tentar tomar desse sangue
Toma!
Agora eu fundi meus metais
Pensamentos de aço,
coração inoxidável.
Esconde-esconde
Agora eu brinco de ser invisível.
Pá! No meu pique ninguém mais me pega.
E se sobrevivo disfarçada de sombra é só pra proteger o que em mim há de luz
eis que longe disso, eu vivo!
Vem tragar as minhas palavras, que te faço existir...
Terça-feira, 5 de Junho de 2007
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