1, 2, 3...
em quatro tempos um olhar se perde
...47, 48, 49, 50.
condenado à solidão
...19, 20, 21...
extraviado no malote das seis.
Não!,
geme o pensamento, mais uma vez
triste, afogado, melancólico.
Insignificante.
Não, não, não!,
como quem implora aos olhos secos mais uma lágrima
e grita mudo a sua dor!
A saudade da poesia,
do brilho e verso
sob sua pele em agonia -
agora encaixotados no malote das seis.
Pééééééééé!
Fim do poema, soa o sinal.
Corra, poeta, aí vem o malote das seis!
Morra, coração...
Antes que também batas tu somente esse maldito tic-tac
Procura a liberdade que te falta, longe daqui.
Sexta-feira, 30 de Março de 2007
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