Ela vira as esquinas
vagão de metal frio sobre trilhos há tanto, tanto tempo construídos!
Em sua carga tão pesada
seus passos arrastam-se sem ruídos
E o peso, de onde vem?
Qual a prova da existência dessa alma desconsolada que acredita estar vazia?
Massa, ocupando lugar no espaço.
E só?
Aquele dia, ela virou a esquina
seus pés descalços pisaram a poça quente e púrpura:
Encara agora, teu reflexo pálido e vazio no teu sangue inerte no chão!
Que é a vida escorrida dia a dia na rotina,
tua alma sem teu pulso?!
E essa sede, quem mata?
Bebe sozinha por tua própria vontade e paixão
Esse coração, esses olhos secos
quem além de ti os rega com tuas lágrimas salgadas?
Essa luta é tua e de ninguém mais...
(Certo?)
Domingo, 8 de Abril de 2007
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