sexta-feira, abril 18

28.11.2005

A vida parece incrivelmente estática. Claro que isso é apenas uma visão minha totalmente embaçada. A vida é, muito ao contrário, incrivelmente dinâmica!

Enquanto escrevo, enquanto lês, um planeta pesando toneladas e toneladas move-se ao redor duma gigantesca estrela incandescente. Vários planetas giram, várias estrelas fervem.
Uma pessoa nasce, uma outra morre.
Quantos seres vivos respiram! Um puma caça, um japonês sonha, uma criança pede um sorvete, alguém passa fome... um bebê girafa nasce caindo de uma altura impressionante e não se machuca.
Uma flor se abre. E o tal ciclo sem fim que o Rei Leão falava existe e continua girando.
Existe, gira, e de algum modo eu pareço estar inerte em algum ponto, vendo tudo girar sem girar junto. Flutuando fora do tempo e do espaço, uma Miss Celofane.
Sozinha, sem nunca ser notada nem por mim mesma...
Mas com um sorriso! Como é lindo, tudo. O caos, o ciclo.
É tudo tão lindo e perfeito!
E flutuando, eu observo. Esperando ainda, um dia desses, fazer parte de tudo isso...
encontrar um lugar, encontrar a mim mesma!
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Engraçado. O texto acima foi escrito ontem, e hoje dou continuidade a algo totalmente diferente.
Acho que estou BEM NO CENTRO DO TURBILHÃO. Sendo sacudida por todos os lados, quase sem poder reagir.
Uma vítima, igualzinha às outras. E meus erros são versões da minha pessoa, que eu sou e não posso deixar de ser. Não posso esquecer. Não posso deixar de ser.
E então, percebi. Nunca desejei com tanta intensidade um retiro. Assim, como os monges. Onde possa buscar paz espiritual.
Percebi, que não posso gritar por ajuda para fora - devo gritar para dentro, para que alguma versão minha ainda suficientemente boa e forte venha me salvar.
Eu achava que estava isolada, mas busco o isolamento para poder me libertar.
De novo, um ciclo.

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