sexta-feira, abril 18

12.12.2005 (Amor adolescente)

Felicidade.
Tão rara que não há dinheiro que a compre.
Tão bela que vem se entrega com teu amor.
Tão bela e tão rara, porque vem com teu amor!

E o teu amor, amor meu, não se compra, não se pede, não se ganha...
não se perde?
O teu amor é sorrateiro, por tanto tempo se fez camuflado por amizade que agora quando o percebo, já é tarde.
Já é tão tarde para fugir através da razão!
Ah razão... já não me és refúgio, és carrasca!
Razão de mostrar que teu amor não é nada meu, tantas pedras no caminho estão!
Razão de saber que me perco toda se não perdê-la antes, razão.
A única razão que sei é que me perco por ti, amor. Para que sejas amor, meu.
Meu, como sou tua.
Já que me roubaste a vontade, o coração, já que fizeste da vontade minha a tua, eu imploro: sejas meu como sou tua!
Implore-me para que seja tua, que me rendo.
Sim, ainda resta-me o pouco orgulho. Fachada minha, medo de ser tua sem que sejas meu.
Vai razão, mata meu medo! Mata, que quero atirar-me de todo!
Corpo, alma, razão e coração.
Confesso que não gosto de ver a imagem minha reduzida a manteiga por sua causa. Mas seria infantilidade minha não te agradecer, mesmo que não saiba de nada. Obrigada por acrescentar ao meu sono um pouco de insônia.
Doces noites mal-dormidas tentando sonhar e acordar com você.
E agora, viajo para longe de você, amor. E mesmo sabendo que talvez um mês apague meu nome de sua memória, eu sei. Ainda carrego o seu comigo, para quando voltar.

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