Eu o via segurando um violão e rindo com os amigos. Chegava o final de semana e ele saía, ouvir rock n' roll e encher a cara de cerveja.
Mas eu sabia, uma certeza sabichona e mórbida, que era só uma questão de tempo até que o terno e a gravata o agarrassem. Alguma coisa no seu corte de cabelo ou no seu sobrenome, não sei. Talvez as praias pra onde viaja de vez em quando.
Farejo um tipo desses de longe, mas torcia honestamente pra vida provar que eu estava errada.
Ele era bonito. Mas algo em mim sabia que não haveria errata nenhuma.
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