quarta-feira, abril 22

Manifesto do celibato

Assistir a filmes é quase a única coisa que ainda faz sentido.
A pele mente.
Todos aqueles abraços e beijos, mesmo os beijos na testa foram mentiras.
Tentar sem conseguir.
Meu coração arisco observa as tentativas da pele, e não cede a nenhuma.
Eu não acredito, eu não acredito, eu não acredito!


Costumava ser meu amigo, costumava ser um pouco mais.
Tinha as mãos no volante e achava que guiava o mundo.
Travou as portas.
Achava que eu ainda era dele.
Achava que beijo era sexo, que carinho era sexo.
E achava que eu ainda era dele.
Ele estava sem graça, mas não parecia se importar.
Abri a porta, saí correndo.
Quis chorar.

E aí eu não conseguia mais.
Todos os outros...
Eram todos mentira.

Então,
o que você quer entender?

Eu sou só uma garota cética
que escreve versos que são muito mais delírios que filosofia.

Que porra você quer de mim
se também não me faz acreditar?!

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