quinta-feira, novembro 20

Peça seu homem pelo número!

Ali, o bonitão. Acha que é o esperto, matriculou-se nas aulas de pilates e agora fica ali, olhando pra única mulher com menos de 30 anos na academia. Os amigos acham que ele é gay e ele só acha que é esperto e bonitão. Tá certo, se deu um pouco mal na faixa etária do público, mas havia uma.
Eu, menos de 30 anos.
Mas o sabichão (todos os adjetivos pra ele são ão e meio negramente irônicos) não prestou atenção naquele lance de bairro pequeno. Eu já sabia onde ele tinha estudado, onde estuda, onde mora e quantas garotinhas na escola o acham bonitão. E sabia que ele era amigo do meu futuro ex-namorado. Sim, pois escrevo agora que não estamos juntos - o ex e eu, não eu e o bonitão - sobre uma época em que nada disso havia acontecido.

Ele é o caso de homem n#1. Não sabia também que ser bonitão, inversamente do óbvio, fazia com que perdesse pontos. Essa competição feminina pelo espécime mais másculo nunca foi comigo. Imagine namorar um homem presente ao seu lado e em sei-lá-quantos-mais pensamentos eróticos! Não sou eu a possessiva, mas sim o cidadão muito público. As outras me disseram que talvez fosse uma disfunção hormonal, um tipo de autismo ou fobia de meus ovários. Aham, elas estão mais é pensando que assim sobra mais.
Os bonitões nunca duraram mais de uma noite e sempre estiveram ingenuamente envolvidos numa disputa ardilosa do feminino. Aliás, pra mim, essas condições são gêmeas siamesas.
1. Não entrar em disputas pelo bonitão - a não ser que seja pra ganhar.
2. Não manter o bonitão - porque as chances de perdê-lo para outra são grandes.

N#2 são os casos encontrados com duração de 1 a 4 meses, namorados ou não. Mas Mariana, ele é feio...! - essa é a máxima dos meus homens n#2. Com a vantagem do anonimato e de gostarem de mim, esses são os casos típicos que não terminam bem. Alguns resultam em ódio e outros em umas raras boas amizades que são mantidas. Sabe, não há muitas amizades entre homens e mulheres sem uma faísca sexual. Há as assexuadas, umas pelas quais vale a pena tomar um choque e as outras... (bastam as reticências!). Eles são a válvula de escape quando não se quer mais ficar sozinha.
O coração tem fome e eu lhe sirvo torradinhas.
Acho que isso faz de mim uma torradinha também.

Ahn... o n#3 é o não-realizado. Esses caras se apaixonam com muito mais intensidade que qualquer n#2. Passam a conhecer e a gostar mais. Eles seriam perfeitos, não fosse o fato de que não são.
Por isso são não-realizados. Magoar assim, de graça?! Não. Eles sobreviveriam e eu teria - que graça! - na pele a cicatriz rubra daqueles que ferem um coração.

E há o n#4. Nunca bonitão - ele não salta aos olhos. Eu sou quem quer saltar nos olhos dele e neles me deixar afogar. Ele é bonito, apenas. Assim, suave. E mesmo quando eu o vir e quiser que ele rasgue a minha roupa, esse tesão será tão natural que não haverá outra palavra que não suave... Ele é apaixonado com a intensidade poética que outrora eu só ousava escrever. Por ele vale a pena a disputa e se ele for objeto de fantasias alheias, tudo bem! Ele será realidade minha.

O n#4 faz todas essas listas idiotas inexistirem.

E também o medo, a charmosa insegurança, as ironias, as respostas afiadas disfarçando minha imaturidade tão engraçadinha e faz meus textos menos palavras e mais desejo...

3 comentários:

Anônimo disse...

O meu sem picles; coca light, e batata média: estou de dieta!... aceita cheque?. Como? não, não... eu não sou daqui. talvez a gente se conheça... sei lá... do hotel? só que voce estava de avental e vassoura na mão!... ou não era voce?

Ana Lins disse...

vassoura, eu?
ahn... não.
eu arrumo as camas, meu bem.

hoho! ;P

Anônimo disse...

hmmmm...
antes, ou depois das 06h?
a propósito... a minha coca pode ser normal, se ainda der tempo de trocar meu pedido. eu já saí do hotel, estou em outro agora. mais perto da boate.