segunda-feira, novembro 17

Janela de casa no interior

eu fico esperando o naufrágio de minhas convenções
tudo, tudo
por querer sentir o mar em meus pés

minha fé é atômica
pequena potente pesada
quando ela se vai
eu vejo retinas em explosão multicor
o arrastar de sonhos em sua maré

mas minhas costas pesam luz
nada, nada
por querer sentir o céu em meus lençóis

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