terça-feira, novembro 4

Das metáforas doloridas

(...)
a praia tão azul - se não fossem os coqueiros, mal saberia se as ondas estão no céu ou as nuvens no mar
(...)


Quase dois anos, meu deus, e não mexi no mural!

Vejo com olhos inéditos como eu mesma, toda eu, entrei no mural. Estou aqui. E nessa multidimensão de papel, eu já não sei mais onde fica o meu real e onde arde meu desejo...

Não preenchi os vazios, não terminei minhas frases
deixei meus amanhãs na espera eterna
deixei minha vida nas mãos do acaso? do destino?

Não sei se isso existe.
e se não existir...?

Minha vida será mais um episódio breve na caverna de Platão
mais um conto de sonhos bonitos esquecido num velho caderno empoeirado...
mais um grão de poeira num mural.

Um comentário:

Anônimo disse...

! é... alguém (em alguma hora) sempre lê... de dentro, ou de fora da caverna!