procuro na palma das mãos de alma simples
na pele surrada de tambores
no som surdo certeiro profundo
a lembrança do que me trouxe até aqui
meu bem, esse lugar onde estou
eles chamam raízes
eu chamo correntes
o segredo do cadeado sou eu
o segredo do cadeado sou eu
não renego o batuque das cores do carnaval
mas não sei sambar
meu grito recai sobre as coisas que não sou
mas elas sobram
e falta o que sou
sobram palavras
falta meu sossego
eu tenho todas as cores do mundo
e minhas mãos pra sujar
tenho uma tela bem rabiscada
e nada do que tenho pode dizer do que sou
tenho um título! e não sei escrever o poema...
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