terça-feira, setembro 22

Primavera-de-sete

hoje eu venho em violetas
prometo esquecer tudo quanto há de cravos no passado
e eu me queria nos teus braços
pra desenhar neles tudo quanto há de prímulas
e com alguma madressilva diria aos pés dos teus ouvidos
as essências que misturo tão quentes
de miosótis e crisântemos

esqueçamos as alfazemas, peônias e girassóis!
hoje eu traçaria margaridinhas brancas no teu sexo
e também orquídeas trepadeiras
eu regaria a rosa no teu peito
faria correr tantas pétalas rubras no teu sangue
tudo-tudo que eu queria nesta vida
é cuidar, amor perfeito, do seu jardim

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