quinta-feira, julho 23

Jukebox

Os olhos seguiam em hipnose as linhas azuis e verdes, esbeltas como braços de moça.
Luuuuz eeeeeeeemmm cuuuuuuurv-cuuuuuuurvaaas e eeesssspirais quase embriagadas.
Eu _ó o v_a em in_er_alos p_scan_es, os olhos bem castanhos e primaveris e a boca bonita, morada dum riso fácil e dentes como soldadinhos brancos enfileirados.

Ele todo era uma coreografia rockabilly. Definitivamente rapaz, cigarro e camiseta. E mesmo assim era também uma nebulosa solta por aí, humano à flor da pele curioso com todos os aromas das flores humanas.

Puxou meu vestido devagarinho e euovitãodeperto que não precisei abrir os olhos.
Perfume de neon, cabelo de mar, costelas de xilofone e lábios... sol, blueberry e chiclete de menta.

Ele era quinze segundos de mim inteira.

E então precisei que ele fosse só oito horas e rockabilly. Depois disso, inevitável como carruagens e abóboras, nasceu o sol e ele voltou a ser cachoeiras e quilômetros.

[Vem cá. Shhhh. Sete horas e cinquenta e oito minutos eu quis a camiseta de neon, a sua dança-xilofone, soldadinho de menta. E meu coração foi sua nebulosa, mas veio o sol e perfumou o mar com as mesmas flores, de volta ao blueberry enfileirado, como era antes...]

4 comentários:

Lumas Toca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lumas Toca disse...

Apaixonante.

Aline disse...

faleci com seu post *-* TOCANTE ^^

Luiz Pierotti disse...

Bem interessante a escrita, esse jeito jogado das palavras e rápido,acompanhando as luzes e os giros.
Achei bem legal =)