Ela estava sentada no banco, aquele de sempre. Duas da tarde, uma árvore bonita fazia sombra em metade do banco. Ela se sentava na metade de sol. Alguém chegou pelas suas costas e sussurrou.
- Ô difícil.
- O que você quer agora?
- O mesmo de antes.
- Quer agora aquilo mesmo que você também não podia ter antes?
- É.
- Que tal um manual?
- Com ilustrações?
- Ok. Então volta depois, quando eu pensar num jeito de desenhar o impossível.
E ela continuou no seu banco, o ritual de guardar o lugar na sombra todos os dias, por vinte minutos. O instinto de um cão e o desejo de uma leoa, mas contando só a esperança de um coração.
Um comentário:
Palavras que aliviam um coração que se julgava só...
Também posso dar um abraço?
:)
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