quinta-feira, março 18

Manifesto

Eu, Mariana Lins, declaro oficialmente e juro perante meus mais queridos e dignos amiguinhos imaginários, obras mais puras de meu id, que jamais tornarei a usar qualquer palavra da família simbólica de "puta" e "vadia" (por exemplo), com a finalidade de ofender, atingir e provocar tristeza e sofrimento em qualquer que seja o objeto de meu desprezo no momento.


Desde que iniciei minhas obsessivas indagações a respeito, não descobri qualquer palavra que fosse remetida à prostituição ou comportamento promíscuo referente ao sexo masculino.


Tendo, por algum motivo místico, nascido mulher, é dos traços mais respeitosos de meu flutuante caráter o desejo de não mais, eu mesma, proferir qualquer tipo de ofensa inconsciente e malignamente enraizada numa estúpida cultura machista.


Por fim, reafirmo a coexistência de putos e putas, vadios e vadias, em promíscua harmonia, desde que a raça humana entende o mundo por mundo.


Eu sei porque eu estava lá. 


O vocabulário e a cabeça são meus, fim de discussão.

3 comentários:

Thiago Gacciona disse...

É um passo difícil de ser dado! Terá que se policiar muito, mas muito mesmo!
Mas se necessitar trocar as ofensas, Alborghetti é um bom professor!!!
Beijos!

Rafa Campos disse...

puta texto legal!

Ana Lins disse...

hahaha pega esse comentário nesse texto. genial!