eram as costas viradas pras paredes vermelhas e salgadas
a roupa molhada de chuva esparramada no chão
sárt arp avacif ________________
enquanto meus olhos na janela ardida
mantinham a mente sem rima
o hoje e o aqui queimavam
com um fogo que não existia
tal como o vazio era nada
porque não há morte
se não havia antes vida por matar
e murmúrios: 'não acredito mais...'
não sabiam que o próprio não
já era a afirmação de algum oposto em negação
e desenhavam em sonho um poema
tão nuvem, vermelho e suspirado
batizado antes mesmo de existir
e seu nome era tristeza
então o que eu um dia sonhei
posso muito bem desinventar
bailarinando borboletas coloridas em navios de panquecas até uma ilha,
uma ilha ainda por descobrir.
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