não sei bem em que esquina
pensava eu em nuvens sem formas de animais
e distraída tropecei
borrava sem saber meu caderno da vida
- papel de seda e tinta nanquin! -
rasguei algumas páginas
e outras estragaram-se com o beijo de lágrimas no poderia ter sido sem ser
foi então que sujei de tinta as mãos e peguei o velho estojo de giz de cera
desenhei um corpo de puta
golfinhos musicais
um sol no canto esquerdo
a lua aos meus pés
e também o dono daqueles olhos azuis-perolados
porque cada poema já escrito leva o nome de um amante
e (só) eu (só) imagino como seria (só)
se tal caderno se chamasse coração!
Nenhum comentário:
Postar um comentário