quinta-feira, abril 8

"Mari, em algumas horas você será uma mulher livre"

Primeiro eu estava pensando numa música da Madonna. Respirei fundo, retoquei a maquiagem e fui.

"Eu não posso mais".

Tecnicamente deveria ser uma conversa rápida, mas a coisa se estendeu por algo como uma hora ou a eternidade. E aí eu não pensava em nada.

piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
o que foi que eu fiz?!

"Agora já era. Levanta a cabeça e sai sem olhar para trás".

E então eu saí, com meus fones e a música alta de sempre. E O SHUFFLE, O REI DA TAL DA "ALEATORIEDADE" MUSICAL, fez com que eu ouvisse as músicas mais depressivas do mundo. Bookends, Killing me softly e Linger, por aí vai.

"Quem mandou você colocar essas canções no seu celular, ó mané?!"

"Eu só queria dizer que este roteiro é dedicado à perfeita obra de Deus, que está aí escrita certa por linhas tortas e a coisa toda. Deus mora nas coincidências. Deus é destino", dizia ela enquanto recebia o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Dizem que ela sempre diz essa mesma frase aos sábados, por volta das onze da noite, diretamente do quarto número 17 do Hospício de Santa Monica, como se quisesse que deus ouvisse ou então buscasse convencer a si mesma.

2 comentários:

Ana Lins disse...

adoro quando os textos são publicados às 12h51. é prova de deus, hahahaha

Ana Lins disse...

deus gosta dos strokes.