no ponto de táxi
as faxineiras do hospital
o restinho do horário de almoço
a nuvem de nicotina e o sinal
aqui também é proibido fumar
e nenhum taxista
no toldo metálico
só uma teia
a aranha a esperar
a mosquinha a esperar
que ninguém vê
lá fora o barulho das rodas dos carros
a correr sobre o asfalto molhado
e eu no ponto de táxi
me lembro do sonzinho das estradas de eucaliptos
nas viagens com meu avô
em dias chuvosos
que passam
em estrofes curtas
e memórias partidas
Um comentário:
caralho, tou besta. fazia tempo que eu não gostava tanto assim de um texto!
beijo!
Postar um comentário