Sempre a tela branca me encarando: "E aí, minha chapa, o que você tem de bom a dizer?"
Então estive pensando e reparei: em algum momento aí criei esse trauma com os adjetivos.
Sempre me são relativos, dizem em meus ouvidos muito mais do que o dicionário delimita. Não consigo usá-los sem estremecer ao imaginar o que meu ouvinte vai entender deles. Um delírio com duração de milésimos de segundo, uma insegurança boçal.
O que, afinal, pode ser considerado bom das coisas que digo?
Seria mais fácil se dissesse menos.
Mas 'fácil' não é, definitivamente, um adjetivo comum em meu mundinho.
Nem dizer pouco.
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